Sol Mansi
A sede da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS) encontra-se fisicamente encerrada desde esta quinta-feira, 19 de março. A porta de entrada do edifício está vedada com uma corrente e um cadeado, numa ação que resulta do não pagamento da renda do imóvel onde funcionam os serviços da instituição.
De acordo com a atual Direção da Câmara, este encerramento é consequência direta de uma gestão considerada danosa por parte da anterior direção, cuja existência de irregularidades já havia sido confirmada no ano passado. A situação é agravada pela acumulação de várias dívidas, que vão desde a renda do espaço até às contribuições em atraso junto da Câmara Consular da União Económica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA).
A confirmação dos problemas de gestão remonta ao ano transato, na sequência de uma reunião com o Primeiro-Ministro da Transição. Na ocasião, Saliu Bá, secretário-geral da instituição, adiantou que houve desvio de fundos da Câmara. O processo encontra-se, neste momento, sob análise do tribunal, que já realizou uma auditoria às contas da organização.
Entretanto, soube-se que os funcionários da CCIAS também já se reuniram com o Primeiro-Ministro. No encontro, expuseram a gravidade da situação financeira da instituição e as dificuldades que os próprios trabalhadores estão a enfrentar devido ao contexto de incerteza e falta de pagamentos.
A reportagem da RSM procurou contactar várias fontes, incluindo funcionários e o proprietário do edifício, na tentativa de obter mais esclarecimentos sobre o encerramento da porta, mas as tentativas revelaram-se infrutíferas.



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