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A saída de imigrantes de Portugal está a começar a ter impacto directo em vários sectores da economia. Um dos casos mais visíveis é o dos motoristas de TVDE, em Lisboa, onde, segundo a Associação Nacional Movimento TVDE, cerca de mil motoristas terão deixado de trabalhar apenas na última semana.
A associação estima que existam cerca de 9.400 motoristas de TVDE no município de Lisboa. A redução repentina deste número já estará a deixar viaturas paradas e a afectar a capacidade de resposta do sector, sobretudo numa altura em que o país se prepara para receber mais turistas durante o Verão.
O fenómeno não se limita aos transportes por aplicação. Também os lares de idosos, a hotelaria e a restauração começam a sentir dificuldades acrescidas no recrutamento de trabalhadores. Em alguns destes sectores, a mão-de-obra imigrante tem tido um peso muito significativo.
Entre as razões apontadas para a saída de imigrantes estão o custo elevado das rendas, os salários baixos, os atrasos na regularização documental junto da AIMA, dificuldades no reconhecimento de diplomas e episódios de xenofobia. Muitos trabalhadores estarão a regressar aos países de origem ou a procurar melhores condições noutros países europeus, como Espanha.
Dados citados sobre a Segurança Social indicam que, em 2024, cerca de 45 mil trabalhadores estrangeiros terão deixado Portugal, o número mais elevado desde 2015. A preocupação é que a saída destes trabalhadores possa agravar a falta de mão-de-obra em sectores já dependentes da imigração.



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