MARROCOS: MOHAMMED VI QUER FAZER DA NOVA LEGISLATURA UM MOTOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO MAIS EQUITATIVO
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Por: Redação

October 12, 2026

October 12, 2026

O rei Mohammed VI definiu, esta sexta-feira, as grandes orientações do novo ciclo político marroquino, apelando a que a décima segunda legislatura seja um instrumento de transformação económica, assente num crescimento mais inclusivo e numa melhor distribuição dos seus benefícios entre os cidadãos e os territórios.

Ao discursar perante as duas câmaras do Parlamento, na abertura da primeira sessão da nova legislatura, o monarca reafirmou a ambição de Marrocos de consolidar o seu estatuto de potência económica emergente e de parceiro credível na cena internacional.

Segundo Mohammed VI, esta ambição não pode, porém, limitar-se aos resultados macroeconómicos. Deve também traduzir-se no reforço da justiça social, na redução das desigualdades territoriais e numa melhoria concreta das condições de vida das populações.

Num contexto internacional marcado por profundas mudanças económicas e geopolíticas, o rei defendeu a aceleração das reformas estruturais e a continuidade dos grandes projetos iniciados pelo país. Entre os sectores considerados estratégicos estão a segurança hídrica, energética e alimentar, a industrialização, o digital e a inteligência artificial.

O desenvolvimento territorial ocupa igualmente um lugar importante nesta visão. O monarca sublinhou a necessidade de apresentar respostas adaptadas às especificidades locais e de prosseguir o processo de desconcentração administrativa, aproximando os centros de decisão dos cidadãos.

A juventude constitui outro eixo prioritário desta estratégia. A educação, a formação e a inserção profissional foram apresentadas como instrumentos essenciais para promover a igualdade de oportunidades e reforçar a confiança dos cidadãos nas instituições.

No plano internacional, Mohammed VI defendeu uma cooperação baseada no respeito mútuo, na soberania dos Estados e na reciprocidade dos compromissos.

Ao abordar a questão migratória, saudou os progressos alcançados no combate à imigração irregular, nomeadamente em cooperação com Espanha, embora tenha considerado que alguns mecanismos de cooperação estão a atingir os seus limites.

O rei referiu, em particular, os entraves jurídicos e judiciais que dificultam determinados procedimentos de repatriamento e que, segundo afirmou, favorecem as atividades das redes criminosas envolvidas na migração clandestina.

Perante estes desafios, o monarca rejeitou qualquer lógica de pressão ou de chantagem nas relações de parceria, reafirmando a vontade de Marrocos de defender os seus interesses no âmbito de uma cooperação livremente acordada.

Neste sentido, Rabat pretende promover junto dos seus parceiros uma nova abordagem estratégica, assente no codesenvolvimento, na competitividade económica e na estabilidade regional.

Além das questões económicas e diplomáticas, Mohammed VI destacou a história do reino, a riqueza da sua identidade religiosa e a diversidade do seu património civilizacional, apresentando-as como pilares da coesão nacional.

Dirigindo-se aos novos parlamentares, o monarca recordou, por fim, que o exercício de um mandato eletivo implica uma responsabilidade direta perante os cidadãos, exortando-os a traduzir as ambições nacionais em resultados concretos ao serviço do desenvolvimento do país.

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