Bissau, 13 mar (RTB) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) divulgou esta sexta-feira uma extensa nota de contextualização e orientação política, em que denuncia “uma das mais profundas crises políticas da história democrática recente” da Guiné-Bissau, marcada pela dissolução da Assembleia Nacional Popular, pela suspensão das atividades partidárias e pelo golpe de Estado de novembro de 2025.
No documento, consultado pela nossa redação na página oficial do partido no Facebook, o PAIGC acusa o regime de Umaro Sissoco Embaló de ter “deliberadamente enfraquecido as instituições democráticas” desde 2020, apontando irregularidades no recenseamento eleitoral, exclusão de candidatos e uso do Tesouro Público para financiar a campanha presidencial.
A nota descreve a crise pré-eleitoral, a crise pós-eleitoral, o posicionamento da comunidade internacional, o quadro de transição traçado pela CEDEAO, a agenda política do partido e a posição relativamente às declarações de dirigentes que integraram governos saídos de golpes de Estado.
O partido denuncia que, após as eleições de novembro de 2025, quando todas as atas oficiais davam como vencedor o candidato apoiado pelo PAIGC, Fernando Dias da Costa, “o país foi surpreendido por um estranho e atípico golpe de Estado”, que confiscou a vontade popular e levou à detenção de vários dirigentes, incluindo Domingos Simões Pereira.
A comunidade internacional, incluindo CEDEAO, União Africana, Nações Unidas, União Europeia e CPLP, condenou o golpe e exigiu o restabelecimento da ordem constitucional. A CEDEAO suspendeu a Guiné-Bissau dos seus órgãos decisórios e traçou um roteiro político que, segundo o PAIGC, tem sido ignorado pelas novas autoridades.
O PAIGC afirma que a sua prioridade é “a reposição imediata da normalidade constitucional”, exigindo a libertação de Domingos Simões Pereira e o cumprimento integral das decisões da CEDEAO. O partido sublinha ainda que prepara o XI Congresso Ordinário e as comemorações dos 70 anos da sua fundação, previstas para setembro de 2026.
Relativamente às críticas internas, o PAIGC acusa os chamados “camaradas governamentais” de violarem os estatutos ao integrarem governos ilegítimos e ao participarem em campanhas adversárias. O partido rejeita a alegada crise interna e garante que continua “forte, unido e coeso, guiado pelos seus valores e princípios e inspirado nos ideais libertadores de Amílcar Cabral”.
RTB
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