Reuters
Vários aliados dos Estados Unidos afirmaram não ter planos imediatos para enviar navios que garantam a reabertura do Estreito de Ormuz, recusando o pedido do Presidente Donald Trump para apoio militar na via navegável.
Trump pediu ajuda a outros países para policiar o estreito depois de o Irão ter respondido a ataques EUA-Israel com drones, mísseis e minas, encerrando de forma eficaz a passagem de petroleiros que transportam um quinto do petróleo mundial.
Alemanha, Espanha e Itália descartaram participar em qualquer missão no Golfo. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, questionou o que podem fazer “um punhado de fragatas europeias” que a marinha norte-americana já não consiga fazer. “Esta não é a nossa guerra, não a começámos”, afirmou.
O governo alemão sublinhou que o conflito nada tem a ver com a NATO, recordando que “nem os EUA nem Israel consultaram a Europa antes da guerra”. Espanha recusou qualquer ação que possa escalar o conflito, e Itália declarou que enviar navios para zona de guerra “significaria entrar na guerra”.
A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, revelou que o bloco negocia com a ONU um modelo semelhante ao acordo que permitiu exportar cereais da Ucrânia. A UE pondera alargar o mandato da missão naval Aspides, que atualmente protege navios no Mar Vermelho, para incluir o Estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido trabalhará com aliados num plano coletivo, mas reiterou que não será arrastado para uma guerra mais alargada. A Dinamarca defendeu que a UE deve considerar ajudar a reabrir o estreito, mesmo discordando da guerra, mas sempre com vista à desescalada.



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