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Estados Unidos apreendem petroleiro ligado à Venezuela e com bandeira russa após perseguição no Atlântico

Reuters

Washington, 7 de Janeiro — As autoridades dos Estados Unidos apreenderam um petroleiro com bandeira russa, associado ao transporte de petróleo venezuelano, após uma perseguição que durou mais de duas semanas através do oceano Atlântico. A operação foi conduzida no âmbito da aplicação do bloqueio norte-americano às exportações de petróleo da Venezuela.

Segundo responsáveis norte-americanos, o navio, anteriormente conhecido como Bella-1 e mais tarde renomeado Marinera, conseguiu inicialmente contornar o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos no Caribe e recusou uma tentativa de abordagem da Guarda Costeira. A apreensão ocorreu em águas próximas da Islândia e envolveu a Guarda Costeira e forças militares dos EUA.

De acordo com informações oficiais, meios navais russos encontravam-se na região, incluindo um submarino, embora não tenham sido registados incidentes ou confrontos entre forças norte-americanas e russas. Moscovo não reagiu de imediato, mas meios de comunicação estatais russos divulgaram imagens de um helicóptero a sobrevoar o navio.

O Comando Europeu das Forças Armadas dos Estados Unidos indicou que a apreensão foi motivada pela violação de sanções impostas por Washington. As autoridades norte-americanas sublinharam que o bloqueio ao petróleo venezuelano sujeito a sanções se mantém em vigor a nível global.

Não foi esclarecido o destino final do petroleiro, embora fontes indiquem que poderá seguir para águas territoriais britânicas. O Ministério da Defesa do Reino Unido recusou comentar o caso.

Este episódio surge poucos dias depois de uma operação das forças especiais norte-americanas em Caracas, na qual o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi detido e transferido para os Estados Unidos para responder a acusações relacionadas com tráfico de droga. O governo venezuelano classificou a detenção como um rapto e acusou Washington de tentar apropriar-se das reservas petrolíferas do país.

Entretanto, os Estados Unidos continuam a interceptar navios associados ao transporte de crude venezuelano. Outro petroleiro, o M Sophia, com bandeira do Panamá e também alvo de sanções, foi intercetado em águas da América Latina. Este navio fazia parte de um conjunto de embarcações que transportavam petróleo venezuelano para a China com sistemas de localização desligados.

Desde a imposição de sanções energéticas à Venezuela, em 2019, o comércio de petróleo do país tem recorrido a uma frota paralela de navios para contornar restrições internacionais. Analistas do setor alertam que estas embarcações continuam expostas a medidas punitivas por parte dos Estados Unidos.

Redação

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