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Governo da Guiné desmente organização que contesta regime no país

Lusa

O Secretário de Estado da Ordem Pública da Guiné, José Carlos Monteiro, negou hoje as alegações de um grupo de cidadãos que contestam o regime no país e afirmou que não solicitaram autorização para realizar uma manifestação pública.

Monteiro, em conferência de imprensa, refutou as afirmações dos líderes da Frente Popular, uma organização que reúne associações juvenis, sindicatos e grupos de mulheres, que contestam o regime do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

“Ninguém enviou qualquer carta ao ministério do Interior”, afirmou o Secretário de Estado da Ordem Pública.

A Polícia de Ordem Pública (POP) deteve 93 pessoas no dia 18, após manifestações organizadas pela Frente Popular em diferentes locais da Guiné-Bissau. No dia seguinte, 84 foram libertadas e oito foram soltas nesta segunda-feira.

Entre os libertados está Armando Lona, jornalista e líder da Frente Popular, a quem José Carlos Monteiro desafiou hoje a apresentar provas de que teria enviado alguma carta a comunicar a realização da manifestação.

“Desafiamos as organizações que fazem parte desse grupo de cidadãos a apresentar uma cópia da carta entregue ao Ministério do Interior”, disse o governante.

Armando Lona afirmou, ao sair do Ministério Público na segunda-feira à tarde, que o Ministério do Interior recusou-se a receber a carta em que a Frente Popular informava sobre a sua intenção de realizar a manifestação, que, lembrou, não carece de autorização de acordo com a Constituição.

José Carlos Monteiro também pediu à Frente Popular para apresentar ao Ministério do Interior as pessoas que alegam terem sido espancadas nas celas durante os dias em que estiveram detidas.

“Estamos a desafiá-los a trazer aqui aquela senhora que diz ter sido vítima de espancamento no ministério, mas até hoje ninguém apareceu”, observou Monteiro.

O Secretário de Estado da Ordem Pública afirmou que a Frente Popular tinha outros planos durante a manifestação em Bissau, incluindo, segundo ele, incendiar o mercado de Bandim, principal centro de comércio da Guiné-Bissau.

José Carlos Monteiro adiantou que o Ministério do Interior enviou para o Ministério Público “todas as provas” que apontam para “outras intenções” da manifestação da Frente Popular, incluindo garrafas de gasolina e mensagens trocadas pelos membros da organização.

“O Ministério do Interior agiu para garantir a estabilidade e a ordem pública”, enfatizou Monteiro.

O governante disse que não é responsabilidade do Ministério do Interior a libertação dos membros da Frente Popular, mas prometeu tornar público as mensagens sobre a intenção da manifestação.

Redação

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