A junta militar da Guiné suspendeu, por um período de três meses, três dos maiores partidos políticos do país, incluindo o do antigo presidente Alpha Condé, numa altura em que se prepara uma controversa campanha para o referendo constitucional.
A suspensão atinge o Reagrupamento do Povo da Guiné, de Alpha Condé, a União das Forças Democráticas, liderada pelo antigo primeiro-ministro Cellou Dalein Diallo, e o Partido da Renovação e do Progresso.
A decisão surge quando a Guiné se prepara para grandes manifestações, a partir de 5 de setembro, organizadas pela oposição e pela sociedade civil, que acusam o líder da junta, general Mamadi Doumbouya, de tentativa de apropriação do poder. Doumbouya tomou o poder em 2021 através de um golpe de Estado que derrubou Alpha Condé, após uma década no cargo.
O referendo, marcado para 21 de setembro, tem como objetivo reescrever a Constituição, mas críticos alertam que poderá abrir caminho para que Doumbouya se candidate à presidência, apesar da proibição anterior que impede líderes de juntas militares de se apresentarem a eleições.
Desde 2022, o governo militar proibiu manifestações e tem reprimido líderes da oposição, levando muitos ao exílio ou à prisão. Este ano, dezenas de partidos políticos foram suspensos ou dissolvidos por não cumprirem os novos regulamentos.
Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos já condenaram as medidas duras da junta, alertando que a frágil democracia guineense enfrenta um futuro incerto nesta fase crítica de transição.
RTB/Africanews
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