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Um oficial ucraniano acusou Moscovo de orquestrar o golpe no Níger

Na quarta-feira passada, o Presidente Mohamed Bazoum e o seu governo democraticamente eleito foram destituídos por líderes militares no sétimo golpe militar que o país tem visto em menos de três anos.

Na terça-feira, Mykhailo Podolyak, um conselheiro do presidente ucraniano, disse que a Rússia estava por detrás da chocante tomada de poder.

Na plataforma de social media X (anteriormente conhecida como Twitter), Podolyak escreveu: “Está agora absolutamente claro que a Rússia está por detrás do chamado ‘golpe militar’ no Níger. É uma tática russa standard: desviar a atenção, aproveitar o momento e expandir o conflito.”

“A Rússia tem um cenário global para provocar instabilidade para minar a ordem global de segurança”, disse ele.

“É hora de tirar a conclusão correta: apenas a remoção do clã de [Presidente russo] Putin e o envio da Rússia para o renascimento político podem garantir a inviolabilidade das regras e a estabilidade no mundo.”

O Kremlin disse na segunda-feira que a situação no Níger era “motivo de séria preocupação” após o golpe que foi condenado por grande parte do mundo, mas acolhido pelo chefe mercenário da Wagner, Yevgeny Prigozhin, que tem interesses extensivos em África.

Numa chamada com jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia pede a todas as partes no Níger que mostrem contenção e pela mais rápida possível volta à ordem legal.

O Grupo Wagner da Rússia não assumiu a responsabilidade pelo golpe, mas Prigozhin elogiou a tomada de poder militar.

Os combatentes de Prigozhin desempenharam um papel significativo em muitos estados africanos, para o desagrado do Ocidente, e chegaram recentemente na República Centro-Africana (RCA) antes de um referendo constitucional.

Numa recente mensagem de áudio no Telegram do Grupo Wagner, Prigozhin disse que o que aconteceu no Níger “não é mais do que a luta do povo do Níger com os seus colonizadores. Com colonizadores que estão a tentar impor as suas regras de vida e as suas condições e mantê-los no estado em que África estava há centenas de anos atrás.”

Ele acrescentou: “Hoje, isto é efetivamente ganhar a sua independência. O resto sem dúvida dependerá dos cidadãos do Níger e de como será efetiva a governação, mas o principal é isto: eles livraram-se dos colonizadores.”

RTB/Aljazeera

Redação

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