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50 ANOS DAS MULHERES GUINEENSES NA LUTA PELA EMANCIPAÇÃO DOS SEUS DIREITOS

O Projecto Observatório da Paz “no cudji paz”, organização não-governamental realizou esta terça-feira (30.01) a sua segunda roda de debates e reflexão de mulheres guineenses, no âmbito da celebração do Dia Nacional da Mulher Guineense, no Bairro de Háfia em Bissau.
“Este evento visa contribuir para consolidação da paz e a coesão social através da valorização do papel da mulher guineense na promoção de caminhos de diálogo inclusivo, para a prevenção de radicalismo e extremismo violento na Guiné-Bissau, vai de encontro certamente, aos propósito das nossas heroínas que há mais de seis décadas decidiram deixar os seus lares, famílias e as suas actividades para seguirem no combate a justa causa pela independência da Guiné-Bissau”, enalteceu Lúcio Rodrigues no seu discurso de abertura em Representação da Ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social [Maria Inácia Có], durante a cerimónia que visa homenagear as mulheres heroínas da Guiné-Bissau, que teve como lema “Mindjer i Motor di Paz”.
“Há 51 anos neste dia foi morta a Titina Sila, numa emboscada perpetrada pelas tropas coloniais portuguesas quando se dirigia a Conacri (Republica da Guiné-Conacri) para assistir a cerimónia fúnebre do Amílcar Lopes Cabral”; destacou Edmar Nhaga, 2º Vice-Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos sublinhando assim a importância da celebração desta data.
“A bravura desta mulher combatente cujo papel activo na luta pela independência da Guiné-Bissau ficou marcada pela entrega importante a causa justa da luta o que valeu homenagem extensiva a todas as mulheres [Titina Silá] que deram suor e sangue a esta causa nacional que ficou instituído a data de 30 de Janeiro como o dia da Mulher Guineense, 30 anos depois da sua morte”, completou Nhaga quando fazia menção no acto da celebração de mais uma data do Dia Nacional da Mulher Guineense.
A iniciativa do Projeto Observatório da Paz (No Cudji Paz), surge numa altura em as Organizações não-governamentais e publicas continue a reivindicar a aplicação da Lei de Paridade aprovada na Assembleia Nacional Popular em 2018. O evento que visa contribuir para a consolidação da paz e coesão social através da valorização do papel das mulheres na promoção de mecanismo de diálogo inclusivo para a prevenção do radicalismo e extremismo violento na Guiné-Bissau.
ITF/BD – RTB

Geraldo C

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