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Bacari Biai considera de “falsas” as acusações do advogado da família Bamba contra a sua pessoa.

De acordo com a ANG, o Procurador Geral da República(PGR), afirmou que todas as acusações feitas contra a sua pessoa em relação ao conflito de posse da terra com a família Bamba na tabanca de Gambiel, sector de Bambadinca, região de Bafatá, são “falsas e destituídas da verdade” porque as informações em que basearam são de fontes falsas.

Bacari Biai falava falava esta terça-feira,em conferência de imprensa, em reação sobre a denúncia feita recentemente por Marcelino Ntupe advogado da família Bamba, segundo a qual o atual PGR está a levar a cabo acções de intimidação à comunidade com a qual está em conflito por posse da terra, com cinco elementos da Guarda Nacional no local.

Em relação a acusação do advogado Ntupe feita quarta-feira passada, de que sequestrou alguns elementos da comunidade Biai disse que as pessoas presas foram pegos em fragante delito ao tirar do lugar a placa que divide o espaço e diz que o “dito advogado” que o acusou de sequestrar essas pessoas não sabe distinguir “ sequestro de flagrante delito”.

“Não abuso do meu poder, não sou violento e nunca uso violência. A violência que uso é legal. O que a lei diz querendo ou não é para cumprir. Nunca ando com homens armados, os que tenho são meu segurança pessoal, a que tenho direito na qualidade de PGR, de me proteger a mim e à minha família ”, disse Biai.

Declarou que, devido ao último incidente mandou dois seguranças à tabanca para protegerem a sua mulher porque se encontra sozinha, frisando que as seguranças nunca tocaram em ninguém.

Biai disse que vai sempre optar pela via da lei e sustenta que, se existe a lei na Guiné-Bissau, os ocupantes que invadiram o seu espaço vão sair porque a sentença vai ser cumprida.

Disse acreditar nas autoridades e na justiça pelo que nunca vai fazer a justiça com as próprias mãos.

O PGR negou a acusação de Belmiro segundo a qual o seu pai cortava tarra para fazer esteras, e negou que em nenhum momento dissera que os manjacos devem abandonar aquela tabanca, porque, segundo diz, a sua educação enquanto pessoa e religioso não o promete ter tal comportamento.

A família Bamba, segundo o PGR, ocupou espaço em conflito só depois do conflito político militar de 7 de Junho de 1998 e não como dissera Belmiro que foram obrigados a sair da tabanca que os viu nascer há quase 70 anos.

RTB/ANG/MI/ÂC//SG

Redação

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