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Caso 1 de Fevereiro : ALGDH responsabiliza o Ministério do Interior pela vida dos detidos.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos responsabilizou o Ministério do Interior pela vida e integridade física dos detidos na suposta tentativa de subversão da ordem Constitucional em 1 de Fevereiro de 2022.

Na nota informativa publicada este sábado (02) na sua página do Facebook, a LGDH informau sobre estado de saúde dos detidos.

“No quadro da sua missão de monitorização da situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau a LGDH recebeu as denuncias da detenção do Sr. Umaro Mané de 50 de idade, efetuada no dia 26 de Março de 2022, em Catio sul da Guiné-Bissau, pelos agentes da POP, acusado de suposto envolvimento no caso de 1 de Fevereiro”. Informou a LGDH.

De acordo com a Liga Guineense dos Direitos Humanos as informações “ a vítima padece de uma grave doença”.

“Durante a sua condução de Catio para Bissau, terá desmaiado duas vezes supostamente provocado pela hipertensão arterial e, eventualmente, por outras patologias associadas. Face a gravidade da sua situação, foi conduzido naquele mesmo dia ao Hospital Nacional Simão Mendes onde recebeu os primeiros socorros, tendo de seguida reconduzido às instalações da Segunda Esquadra em Bissau. Na noite do dia 27 de Março, a situação clínica do Sr. Umaro Mané deteriorou-se consideravelmente com sinais visíveis de sangramento nos ouvidos e no nariz, fato que obrigou a sua condução de novo ao Hospital Nacional Simão Mendes onde mais uma vez apenas recebeu os tratamentos de primeiro socorro e obrigado a regressar a procedência”. Descreveu a LGDH.

A LGDH disse ainda ter acesso as informações que dão conta que “Armindo Celestino da Silva vulgo (Djóto), detido no dia 07 de Fevereiro de 2022, se encontra gravemente doente”.

Na mesma nota, a Liga Guineense dos Direitos Humanos responsabilizou.

“Perante estes fatos e tendo em consideração os sérios riscos de vida que estes cidadãos correm, a LGDH exige a libertação provisória imediata dos mesmos, de modo a permiti-los beneficiar de assistências medica e medicamentosa adequadas à natureza das enfermidades de que padecem. A Liga responsabiliza o Ministério do Interior pela vida e integridade física de todos os detidos na Segunda Esquadra que se encontram em situação de vulnerabilidade sanitária”. Concluiu.

RTB/02.04.2022
Fonte: Liga Guineense dos Direitos Humanos

Redação

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