Depois de a esposa de Joaquim Lopes ter procurado saber o estado do marido, a família vive agora um profundo choque perante o que considera ser um caso ainda por esclarecer.
Joaquim Semedo Lopes, guineense de 47 anos, natural de São Domingos, figura muito conhecida da comunidade guineense em Portugal e escuteiro na diáspora, morreu inesperadamente na sexta-feira, 28 de novembro, na Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, após uma operação que, segundo a família, “deveria ser simples”.
A RDP África falou com o tio de Joaquim, que relatou como tudo aconteceu.
A esposa tentou várias vezes contactar o hospital para obter informações sobre o estado clínico do marido. As chamadas não eram atendidas e, quando alguém atendia, pediam-lhe apenas para “aguardar”. Após um longo período de espera, por volta da meia-noite, a família recebeu uma chamada a perguntar onde se encontrava a esposa, informando que iriam buscá-la.
Já no hospital, foi colocada numa pequena sala, onde acabou por receber a notícia: o marido tinha falecido.
Segundo a família, não lhe permitiram ver o corpo, pedindo apenas que se dirigisse ao quarto para recolher os pertences do marido. A família foi de imediato alertada e deslocou-se ao Porto, chegando por volta da uma da manhã. Às sete da manhã regressaram ao hospital, mas o corpo já não se encontrava no local. Afirmam que, até hoje, nunca o viram.
Neste momento, vários familiares deslocam-se para o norte do país, exigindo respostas. O tio de Joaquim Lopes reforça que é urgente esclarecer o que realmente aconteceu:
“Queremos saber a causa da morte. Não temos informação nenhuma do que aconteceu dentro da sala de operação. Não sabemos se ele chegou a ser operado ou se morreu antes, talvez por estresse de anestesia. Só isso é que posso pensar. Queremos explicações.”
O caso tem causado grande impacto na comunidade, que há muito enfrenta dificuldades no Serviço Nacional de Saúde. Para a família, o sofrimento agrava-se pela falta de comunicação, pela forma como tudo foi conduzido e pelo desaparecimento inexplicável do corpo no hospital.
Fonte: RDP África
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