Categories: Imprensa

“É inadmissível entrar hoje e ter um salário de quinhentos mil francos CFA” disse Mário Banca.

Mário Banca presidente do Sindicato de base dos Trabalhadores da Empresa da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB),  responsabilizou o governo pela situação que os funcionários da empresa estão a passar.

Presidente do Sindicato de base dos Trabalhadores da Empresa da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), Mário Banca acusou o governo de contratar um consórcio português para gestão da EAGB, mas não fiscaliza se os acordos de performance estão ou não a ser respeitados.

A greve afetou os serviços de luz e água, mas há zonas com fornecimento de luz e água regular, resultado de um acordo com o patronato, apenas zonas com avaria ficarão sem manutenção, porque os técnicos associados estarão em greve até sexta-feira, 8 de abril.

Banca defendeu que é necessário a intervenção urgente do governo para melhor se inteirar da real situação e, consequentemente, apresentar soluções consentâneas.

Por outro lado Mário Banca, na terça-feira o sindicato reuniu-se com o governo, o consórcio das empresas portuguesas, entidade que administra a EAGB, mas não chegaram a uma conclusão porque, segundo disse, não havia novidades nas soluções apresentadas pelas duas entidades.

“As duas entidades apenas apresentaram um pedido de levantamento da greve”

O sindicato de base da EAGB exige o pagamento de dezoito meses de salários em atraso, de oito meses de providência social, harmonização e reajustes de salários, pagamento regular de salários e melhoria de condições de trabalho.

O sindicalista disse que os serviços mínimos serão garantidos apenas para os hospitais Nacional Simão Mendes e o Hospital Principal Militar, por uma equipa de cinco eletricistas e dois canalizadores. 

Mário Banca denunciou que nos últimos tempos o recrutamento, na empresa, tem sido na base da conveniência familiar, amizade e partidária e os salários são fixados de forma arbitrária devido à influência no recrutamento.

“Mediante um trabalho de inquérito feito em 2018 e 2019, o sindicato descobriu dez funcionários fantasmas”, revelou e disse que, se exigências dos trabalhadores não forem cumpridas, o sindicato entregará novo pré-aviso de greve de sete dias na próxima sexta-feira e depois marchas pacíficas para exigir que empresa e o governo satisfaçam as reivindicações dos funcionários.

“É inadmissível entrar hoje e ter um salário de quinhentos ou seiscentos e tal mil francos CFA, só porque tem licenciatura e outros com mais de dez anos de serviço continuam a receber duzentos mil francos CFA” , criticou Mário Banca presidente do Sindicato de base dos Trabalhadores da Empresa da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB).

//RTB – Democrata

Geraldo C

Share
Published by
Geraldo C

Recent Posts

CEDEAO exige libertação de presos políticos na Guiné-Bissau e nomeia Senegal como facilitador da transição

CEDEAO REALIZA 69.ª SESSÃO ORDINÁRIA E ADOTA DECLARAÇÃO SOBRE O FUTURO DA INTEGRAÇÃO REGIONAL Lungi,…

1 day ago

Cimeira de Freetown: Estados da CEDEAO comprometem-se com o Gasoduto Nigéria-Marrocos, um corredor energético de 6.800 km

Reunidos este domingo, 19 de julho, em Freetown, na Serra Leoa, por ocasião da cimeira…

1 day ago

Macky Sall regressa ao Senegal e aterra no Aeroporto Léopold Sédar Senghor

Senenews O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, regressou esta sexta-feira ao país pela primeira…

4 days ago

Um dos pilares de instabilidade na Guiné Bissau, está na seriação dos deputados.

Por: Ussufi Seidi A seriação dos deputados tem peso grande na instabilidade na Guiné Bissau.…

5 days ago

Quando a Guinendade se perde por alguns segundos de fama

Por: Abene Lefna Há momentos em que uma nação precisa de parar, olhar para si…

6 days ago

Governo de Cabo Verde manifesta preocupação com detenção de Domingos Simões Pereira

O Governo de Cabo Verde manifestou a sua profunda preocupação com os recentes acontecimentos na…

1 week ago