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Afreximbank aprova crédito de 4 mil milhões de dólares para os países Africanos.

O Banco Africano de Exportações e Importações anunciou hoje a aprovação de um programa de crédito no valor de quatro mil milhões de dólares para os países Africanos lidarem com os impactos da guerra na Ucrânia.

Os países africanos, principalmente os do norte do continente, são alguns dos principais importadores de cereais, quer da Rússia, quer da Ucrânia, o que, devido à predominância deste elemento na dieta de grande parte da população africana, origina um impacto ainda maior. A questão dos combustíveis também está abrangida por esta ajuda do Banco Africano (Afreximbank).

José Gonçalves, Analista da RDP África.

“O Banco Africano de Desenvolvimento, que já na Crise do Covid-19 teve como estratégia uma intervenção massiva em termos financeiros nos mercados africanos para ajudar a reduzir os impactos negativos, adota a mesma estratégia, agora face à crise político-militar na Europa de Leste que têm efeitos muito graves em África, na medida em que o continente é grande importador de bens de consumo essencial, e esses bem estão largamente afetados pela inflação mundial que aumenta, aliás, à medida que o conflito não se resolve na Ucrânia.

Há também problema para a maior parte dos países africanos em termos de fatura de combustíveis. Na verdade, só um grupo muito pequeno de países Africanos é que produz petróleo isso, às vezes induzem erro. Pensa-se que o continente, a todo o produtor, a maior parte do continente é simplesmente consumidor do combustível. E tudo isso, desorganiza não só as finanças governamentais, como reduz muito a capacidade de investimento e mesmo iniciativas privadas que se sentem inibidas perante a atual conjuntura. O Banco Africano de Desenvolvimento terá agora que definir a metodologia de distribuição dos montantes anunciados.”

Quatro mil milhões de dólares, este o valor que o Banco Africano de Exportações e Importações vai colocar à disposição de dos vários países do continente para minimizar as consequências da guerra.

RTB/RDPA

Redação

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