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GTAPE admite que pessoas não recenseadas poderão ser impedidas de viajar.

O Diretor-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE ) afirmou esta terça-feira (27.12) que “o recenseamento é obrigatório para todos os cidadãos”, admitindo que, após mês do processo determinará em parceria com o Ministério do Interior “a proibição de viagens as pessoas que não recensearam”.

A posição foi tornada a pública hoje, pelo Djibril Baldé no âmbito de anúncio de dados dos cidadãos recenseados ao longo de duas primeiras semanas do recenseamento eleitoral.

“ Recenseamento é obrigado. Por isso devemos recensear e já temos duas semanas de recenseamento, mais duas semanas vai começar a ser exigidas nas fronteiras, nos postos de controlos que serão criados a nível do país. Quem não apresentar cartão de leitor ali terá que voltar da proveniência. Quem não recensear não terá transito nas fronteiras para Senegal”, disse Djibril Baldé que “foram recenseados 246.450 eleitores em duas semanas, numa previsão total de 844.087 mil eleitores em todo o território nacional”.

De acordo com os dados anunciados pelo diretor-geral do GTAPE, na região de Tombali foram recenseados 21.888 numa previsão de 52.679 eleitores, enquanto que em Quinará 13.382 eleitores foram registados numa estimativa de 33.377, região de Oio foram recenseados 33.180 eleitores numa previsão de 121.463, em Biombo 21.888 numa estimativa de 53.445, Bolama Bijagós 7.034 numa estimativa de 19.207 eleitores, na região de Bafatá foram recenseados 25.449, numa previsão de 108.580.

O responsável disse ainda que em Gabu foram recenseados 35. 021 numa estimativa de 109, 597, em Cacheu 32,666 numa previsão de 110.0178, no Sector Autônimo de Bissau 55.942 numa estimativa de 235. 722 eleitores, totalizando 246. 450 em todo o território nacional.

Para o diretor-geral do GTAPE “os trabalhos de recenseamento na diáspora” estão a ser ultimados.

“O processo de recenseamento na diáspora exige cumprimento de vários requisitos dentre os quais a preparação de documentação das pessoas a serem enviadas”, disse Baldé tendo explicado que “Pessoas irão compor as brigadas de recenseamento na diáspora serão submetidas ao teste de avaliação seguido de três dias de formação, após a qual os nomes dos brigadistas serão remetidos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para efeitos de pedidos de vistos de viagem”.
As eleições legislativas na Guiné-Bissau foi marcada para 4 de junho de próximo ano pelo chefe de estado guineense Umaro Sissoco Embalo.

RTB/E-Global

Redação

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