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Guiné-Bissau promete trabalhar pela paz no Sudão

RFI

O Chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, comprometeu-se a trabalhar para promover o diálogo entre as partes em conflito no Sudão. As declarações foram feitas no domingo, 12 de janeiro, em Bissau, durante a visita de 24 horas do homólogo sudanês, Tenente-General Abdel Fattah Al-Burhan.

O Presidente guineense manifestou preocupação com a guerra em curso no Sudão e assegurou que a Guiné-Bissau usará a sua influência para alcançar a paz naquele país do norte de África.

Sissoco Embaló falava no Palácio da República, durante uma comunicação conjunta com Abdel Fattah, que visitou Bissau no âmbito de um périplo por vários países africanos em busca de apoio e mediação para o conflito sangrento que assola o Sudão.

Apesar da abertura de Umaro Sissoco Embaló, o Presidente sudanês rejeitou qualquer envolvimento de terceiros na crise que o seu país enfrenta. Em declarações à imprensa, o Tenente-General Abdel Fattah Al-Burhan afirmou que o povo sudanês não aceitará negociar com os rebeldes, nem permitirá que a rebelião se alastre no Sudão.

“Disse ao Presidente Embaló que só será possível sentarmo-nos à mesa de negociações se os rebeldes abandonarem completamente o território do Sudão”, afirmou. Acrescentou ainda que “o meu homólogo compreendeu muito bem a nossa posição e comprometeu-se a trabalhar para encontrar uma solução que permita aos sudaneses retomar a sua vida normal, assim como o regresso dos refugiados”.

O Presidente de Transição do Sudão chegou a Bissau na manhã de domingo, vindo de Bamaco, capital do Mali. Abdel Fattah foi recebido no Palácio da República com honras militares. Após assinar o livro de honra, os dois líderes reuniram-se num encontro restrito para discutir uma série de questões, com destaque para a paz no Sudão e a segurança no continente africano.

A guerra no Sudão teve início a 15 de abril de 2023, com intensos combates em Cartum, a capital, entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), uma milícia. O general Abdel Fattah Al-Burhan, líder das SAF, e Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, comandante das RSF, foram aliados no passado.

O conflito já resultou em mais de 150 mil mortos e causou o deslocamento de mais de 10 milhões de pessoas.

Fonte: RFI

Redação

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