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João Bernardo Vieira Apela ao Domingos Simões Perreira para renúnciar ao cargo para o bem do PAIGC

João Bernardo Vieira felicita Geraldo Martins pela decisão corajosa de liderar o governo de iniciativa presidencial, colocando Guiné-Bissau em primeiro lugar. João Bernardo Vieira falava aos jornalistas numa conferência de imprensa hoje (12/12) em Bissau. Bernardo disse estar preocupado com o PAIGC, pois o partido está a perder os valores pelos quais sempre lutou. Salientou que se deve elogiar a liderança quando as coisas correm bem, mas também se deve criticar quando vão menos bem, ressaltou que o partido mais uma vez está a perder tudo o que conquistou, e quando é assim, todos os líderes e simpatizantes do PAIGC devem erguer-se e fazer algo. Criticou as alianças governativas feitas pelo partido com outros partidos. João acredita que a população não queria que o PAI Terra Ranka se coligasse com outros partidos, por isso o deu maioria absoluta, nomeadamente 54 deputados, mas mesmo assim resolveram juntar-se, passo a citar: “Fizeram pacto com quem atirou contra o partido, fizeram pacto contra quem nos impediu de viajar, fizeram pacto com aqueles que o povo sancionou nas urnas”, disse João, salientando que o principal pacto deveria ter sido feito dentro do partido, pois o partido precisa de uma reconciliação interna, uma reconciliação verdadeira que não seja apenas de palavras bonitas e fotos nas redes sociais. Acrescentou que essa reconciliação é necessária para a consolidação interna do PAIGC. “Não podemos tirar o mérito do presidente do PAIGC, Engenheiro Domingos Simões Perreira, pelas conquistas, mas se repararmos, o PAICG ganha sempre as eleições, mas nunca conclui os seus mandatos, por isso, acredito que os veteranos do partido devem pedir-lhe que coloque o seu cargo à disposição”, acrescentou JBV. Disse que não é possível num partido uma única pessoa ocupar 5 cargos, “Ser presidente do PAIGC, ser presidente de PAI Terra Ranka, ser presidente da ANP e ainda ser Chefe do governo, pois todos sabemos que o Geraldo foi colocado no cargo de primeiro-ministro, mas quem coordenava o governo era o Domingos”, afirmou João Bernardo. João acrescentou que as sucessivas crises não podem ser atribuídas apenas aos fatores externos, que é necessário honestidade para assumir que o partido também tem culpa nos acontecimentos que ditam as quedas dos seus mandatos, “O problema não está no partido, mas sim no presidente do mesmo”, afirmou. Concluiu dizendo que todos sabem que o objetivo do Domingos é ser presidente da República e, por isso, deve-se afastar um pouco de todos os cargos que ocupa.

RTB

Redação

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