Lusa
Bissau, Em uma ação sem precedentes, as Forças Armadas guineenses, em cooperação com a Polícia Militar e a Guarda Nacional, lançaram hoje uma operação em larga escala para a busca e apreensão de armas de guerra. A operação, que começou na capital Bissau, visa localizar armamento que pode estar ilegalmente em posse de civis ou em locais inadequados.
A iniciativa abrangeu vários bairros nos subúrbios de Bissau, incluindo Luanda, Empantcha e Lala Quema. Segundo fontes militares, o novo comando da Guarda Nacional, liderado pelos coronéis Orlando Pungana e José Pedro, recebeu instruções diretas do Estado-Maior General das Forças Armadas para executar esta operação.
Este movimento surge após incidentes preocupantes no quartel da Guarda Nacional, onde armas do exército podem ter sido indevidamente apropriadas. O episódio mais notável envolveu um ataque do exército ao quartel para resgatar dois membros do governo que estavam detidos, resultando em tiroteios e na detenção do comandante do quartel, coronel Vítor Tchongo.
Os acontecimentos dramáticos dos dias 30 de novembro e 1 de dezembro foram considerados pelo Presidente Umaro Sissoco Embaló como uma tentativa de golpe de Estado, levando à dissolução do parlamento na segunda-feira. Este cenário político e militar tenso sublinha a necessidade urgente de controle de armas no país, conforme destacado pelas ações das Forças Armadas.
A comunidade internacional e observadores locais estão atentos ao desenrolar desta operação, que é vista como um passo crucial para garantir a estabilidade e a segurança na Guiné-Bissau.
RTB/Lusa
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