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PRS convoca comissão política para analisar sua integração no governo da iniciativa presidencial

O Presidente em exercício do partido da Renovação Social (PRS), Fernando Dias da Costa, convocou a Comissão Política Nacional para analisar o atual cenário político na Guiné-Bissau.

Segundo uma fonte do PRS, na reunião, a decorrer numa das unidades hoteleiras do país, no dia 05 de junho [domingo], os membros daquele órgão vão analisar a possibilidade de o partido integrar o próximo governo de iniciativa presidencial, na sequência da dissolução do Parlamento.

O chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, havia prometido, no dia 31 de maio, que o novo governo poderia ser conhecido “nas próximas horas e/ou nos próximos dias”. Mas ainda foi divulgado o decreto. Segundo uma nota do gabinete das relações públicas da presidência da República, o chefe de Estado deslocou-se para Acra, Gana, onde participa no sábado, 04 de junho, na Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO.

Segundo o jornal Democrata disse confidenciou o Presidente em exercício do PRS, Fernando Dias, ministro cessante da Administração Territorial e Poder Local, decidiu convocar a Comissão Política por supostamente existir impasse nas negociações quanto às pastas que serão atribuídas ao partido no próximo governo.

“Ele convocou esse órgão para informar os membros das negociações em curso para a formação do governo. Isso permitirá que esses membros se pronunciem sobre a integração do partido no governo, para que não venha a ser acusado de tomar uma decisão unilateral no processo” explicou.

Desde o anúncio de formação do novo governo, nenhum partido político pronunciou-se contra a sua integração, inclusive o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-verde (PAIGC), que estava, há quase dois anos, de rota de colisão com o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Refira-se que, na última terça-feira, 31 de maio, de regresso ao país, o chefe de Estado, Sissoco Embalo, avisara que nenhum partido pode exigir pastas no próximo governo, por o executivo não ser de pendor parlamentar nem dos partidos políticos, mas sim de iniciativa presidencial.

O país está há 18 dias sem um governo, desde que o Presidente da República dissolveu a Assembleia Nacional Popular e reconduziu Nuno Gomes Nabian como primeiro-ministro e Soares Sambu, vice- primeiro-ministro.

//RTB – Democrata

@Tidjane Cande

Geraldo C

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