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CMICS pretende criar uma plataforma de verificação de factos e discurso de ódio na Guiné-Bissau.

O Administrador do Consórcio de Média, Inovação da Comunicação Social, afirma que a sua organização, pretende desenvolver uma plataforma de verificação de factos e combate ao discurso de ódio, com o objetivo de desmistificar informações que possam pôr em causa a coesão e a unidade nacional. Esta plataforma será alimentada pelos agentes de verificação de factos que em breve serão criados pela organização.

Demba Sanhá falava em Buba, na região de Quinara, durante o encerramento de uma formação destinada a 25 jornalistas do Sul e do Leste da Guiné-Bissau, sobre verificação de factos e combate ao discurso de ódio.

Esta é a formação que estamos a ministrar a nível nacional para que os jornalistas saibam lidar com os desentendimentos que têm ocorrido no seio da população guineense, em várias esferas da sociedade. A rádio desempenha um papel crucial na informação e sensibilização dos cidadãos sobre como lidar e verificar os factos que acontecem na nossa comunidade. Quando difundimos informações falsas, estamos a trazer elementos que não contribuem para a construção da paz, podendo gerar desentendimentos e várias situações sociais prejudiciais para a comunidade. Por isso, estamos aqui a reforçar a capacidade dos jornalistas, para que sejam eles próprios agentes de verificação dos conteúdos que nos rodeiam, distinguindo o que é verdadeiro do que não é. Com base nisso, serão criados elementos de verificação de factos que alimentarão a plataforma digital de verificação de factos que Consórcio de Média, Inovação Comunicação Social, pretende criar em breve” Concluiu Demba Sanha.

Formador Fernando Jorge

Segundo o formador Fernando Jorge, devido ao fluxo de informações existente no mundo, impulsionado pelas novas tecnologias de comunicação e informação, é necessário introduzir este tipo de formação para reforçar a capacidade dos jornalistas em identificar e verificar a credibilidade das fontes, tornando a profissão mais credível e menos vulnerável a erros, falta de informações e discursos de ódio. Dessa forma, cada jornalista contribuirá no sentido contrário, promovendo um jornalismo mais rigoroso e ético.

“As pessoas têm que aprimorar os seus conhecimentos para que os jornalistas tenham a capacidade de verificar, para além das ferramentas que a internet oferece, como o Google e outras, sendo que, no fundo, é o jornalista que terá a última palavra. É ele que sabe distinguir o bom jornalismo do mau, o que incita ao ódio e o que promove a paz. Portanto, o jornalista tem que ler, tem que se aprimorar e, acima de tudo, estar bem informado”, afirma Fernando Jorge.

Formandos

A formação de 25 jornalistas das províncias do Leste e do Sul, realizada em Buba entre os dias 29, 30 e 31 de maio de 2024, foi promovida pelo CMICS (Consórcio de Média, Inovação da Comunicação Social) com o apoio da UNESCO e financiamento das Nações Unidas.

//RTB

Geraldo C

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