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Um alto responsável da comunidade de informações dos Estados Unidos anunciou a sua demissão em protesto contra a guerra conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.
Joe Kent, que ocupava o cargo de director do Centro Nacional de Contraterrorismo, declarou publicamente que não podia continuar a apoiar o conflito. Numa mensagem publicada na rede social X, afirmou que a decisão foi tomada após uma profunda reflexão.
“Depois de ponderar cuidadosamente, decidi renunciar ao cargo de Director do Centro Nacional de Contraterrorismo, com efeito imediato”, escreveu Kent.
Na mesma publicação, explicou que não consegue, por razões de consciência, apoiar a actual guerra no Irão. Acrescentou ainda que, na sua avaliação, o país não representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos e que o início do conflito terá sido influenciado por pressões de Israel e por grupos de lobby influentes em território norte-americano.
Até ao momento, o Gabinete do Director de Inteligência Nacional não respondeu aos pedidos de comentário sobre a demissão.
Após a primeira vaga de ataques contra o Irão, o Presidente Donald Trump justificou a operação alegando a existência de uma ameaça iminente contra os Estados Unidos. Membros da administração afirmaram que Washington actuou para prevenir possíveis ataques iranianos contra forças norte-americanas destacadas na região.
No entanto, essas justificações foram posteriormente contraditas em sessões de informação do Pentágono ao Congresso, nas quais responsáveis da defesa indicaram que o Irão não planeava atacar, a menos que fosse primeiro alvo de ofensivas.
A argumentação de Trump para lançar a ofensiva tem variado ao longo do tempo. Inicialmente referiu a necessidade de proteger manifestantes que protestavam nas ruas do Irão em Janeiro. Mais tarde apontou o risco de Teerão desenvolver armas nucleares e mísseis de longo alcance, bem como a intenção de eliminar um regime que, segundo Washington, apoia grupos considerados terroristas responsáveis pela morte de cidadãos norte-americanos ao longo de décadas.
Apesar de, em algumas ocasiões, ter apelado à população iraniana para assumir o controlo do país, responsáveis da administração têm insistido que a guerra não tem como objectivo promover uma mudança de regime.
Fonte: CNN
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