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União para Mudança defende a implementação da “ética política”.

O Presidente da União para a Mudança (UM) prometeu que a sua formação política “vai continuar a lutar pela implantação de uma nova ética política baseada no primado da legalidade e da competência, na transparência da vida pública, na dignificação da função pública, na responsabilidade ativa e passiva dos agentes públicos, na gestão rigorosa e criteriosa dos recursos nacionais e no respeito pela dignidade do cidadão”.

A posição foi feita no último fim de semana em Bissau pelo Agnelo Augusto Regala, por ocasião da abertura do Vº Congresso da União para a Mudança, no qual foi reeleito pelos delgados.

“ A moralização da vida pública será uma pedra mestra da ação da UM porque, faazer política é estar ao serviço dos interesses da comunidade e do país, na promoção dos Direitos Fundamentais inalienáveis e imprescindíveis do Homem”, disse Agnelo Regala.
O político sublinhou ainda a necessidade de respeito da legalidade Democrática.
“Para o nosso partido, o respeito da legalidade democrática, plasmada na Constituição da República é um objectivo pelo qual devemos continuar a lutar intransigentemente, para que possamos construir um Estado verdadeiramente democrático, onde se afirme o império da lei, pondo assim um fim definitivo às tendências e derivas ditatoriais, que comprometem o bom nome da Guiné-Bissau”, desafiou.

Para Agnelo Regala, a comprovação tudo isso, “basta ter em conta o recente escândalo da droga apreendida em que surgem acusações sobre o alegado envolvimento em práticas de narcotráfico de altas figuras do Estado guineense, o que volta a colar a a Guiné-Bissau ao triste e desonroso epíteto de narco-Estado”. Facto que a União para a Mudança exige “que toda a luz seja feita sobre mais este caso e que os responsáveis alegadamente envolvidos sejam levados à justiça e devidamente responsabilizados”.

Agnelo Regala criticou ainda “ tentativa a que têm vindo a assistir, de desestruturação do aparelho do Estado, não visa outra coisa, senão abrir o caminho e continuar a encobrir impunemente o narcotráfico, o crime organizado, o nepotismo e o clientelismo, que caracterizam a atual governação do país”

A União para a Mudança consideriu que “a Justiça tem que se assumir como o pilar de um Estado de Direito Democrático e afirmar a sua independência em relação ao poder político”

“A tutela do poder judicial pelo poder político, como tem acontecido no nosso País desde a independência, levou à instrumentalização do poder judicial mesmo para a defesa de interesses nem sempre legítimos e muito menos legais, e como consequência dessa actuação, regista-se uma perda acentuada do prestígio das instituições judiciais bem como o enfraquecimento da consciência da legalidade por parte de cidadãos, que deixaram de acreditar na justiça”, sustentou o político.

RTB/ANG

Redação

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