Nuno Gomes Nabiam, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau e candidato à Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), acredita que a actual fome no país se deve à falta de comercialização de castanha de caju.
Falando a jornalistas em Canchungo, na região de Cacheu, antes de um comício de campanha para as eleições de domingo, Nabiam explicou que a situação difícil no país se deve à baixa procura internacional pela castanha de caju, o principal produto de exportação da Guiné-Bissau e fonte de sustento para cerca de 80% da população.
O Primeiro-Ministro realçou que a situação não é interna, mas sim resultante de um contexto internacional. Segundo ele, os investidores estão receosos, visto que a campanha eleitoral coincide com a campanha de caju. Ele instou a que os resultados das eleições sejam aceites para que os negócios possam prosseguir, permitindo a compra de castanha de caju nas aldeias, conhecidas como ‘tabancas’.
Nabiam expressou ainda a sua confiança no crescimento do seu partido, ainda que acredite que nenhum partido obterá uma maioria absoluta nas eleições. Ele afirmou que a APU está pronta para colaborar com qualquer partido político, a sociedade civil e a diáspora guineense. Reiterou que nenhum partido está pronto para governar o país sozinho, realçando a necessidade de colaboração e de buscar capacidades para formar um governo forte.
Duas coligações e 20 partidos políticos vão disputar as sétimas eleições legislativas do país no domingo, após o Presidente Umaro Sissoco Embaló ter dissolvido o parlamento do país em maio de 2022.
Fonte: RTB/Lusa
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