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Mali anunciou a sua retirada da Organização Internacional da Francofonia (OIF), juntando-se ao Burkina Faso e ao Níger, que tomaram a mesma decisão recentemente. O governo maliano justificou a sua saída alegando que “o Mali não pode permanecer membro de uma organização cujas ações são incompatíveis com os princípios constitucionais… baseados na soberania do Estado”.
Esta decisão surge após a suspensão do Mali da OIF em agosto de 2020, na sequência de um golpe militar que depôs o presidente Ibrahim Boubacar Keita. A OIF, sediada em Paris, visa promover a língua francesa e a cooperação política, educativa, económica e cultural entre os seus 93 países membros.
Além disso, Mali, Burkina Faso e Níger já haviam saído da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para formar a sua própria confederação no Sahel. Estas nações têm vindo a distanciar-se da França, fortalecendo simultaneamente os laços com a Rússia, e têm procedido à renomeação de ruas e praças nas suas capitais para remover nomes coloniais franceses.
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