O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou e condenou veementemente o rapto e sequestro de Agostinho da Costa, Secretário Nacional da APU-PDGB, ocorrido na noite de 17 de março de 2025, nos arredores de Bissau, na estrada de S. Paulo.
Num comunicado divulgado esta terça-feira, o Secretariado Nacional do PAIGC atribui a autoria do crime a agentes ligados ao regime de Úmaro Sissoco Embaló, afirmando que a ação teve como objetivo silenciar uma das vozes mais críticas ao atual governo. A nota classifica o ato como “criminoso, abusivo e intolerante”, representando uma “flagrante violação da Constituição da República” e das liberdades fundamentais dos cidadãos.
Face à gravidade da situação, o PAIGC manifestou total solidariedade para com Agostinho da Costa e exigiu a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do sequestro e responsabilizar os culpados. O partido apelou ainda à comunidade internacional e às organizações de defesa dos direitos humanos para que tomem posição face ao que descreve como “mais um ato de desmando e violação dos direitos básicos dos cidadãos”.
No comunicado, o PAIGC alerta que atos desta natureza são cada vez mais recorrentes no país e constituem uma séria ameaça à democracia, colocando a Guiné-Bissau “à beira do abismo”.
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