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PJ guineense em boicote laboral por tempo indeterminado

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau encontra-se em boicote laboral ao atendimento público desde o dia 22 de Junho de 2026, apurou a Rádio TV Bantaba junto de fontes próximas da instituição.

De acordo com as informações recolhidas, os funcionários da Judiciária guineense decidiram avançar para um boicote laboral sine die, ou seja, por tempo indeterminado, em protesto contra um conjunto de reivindicações que, segundo os mesmos, têm sido ignoradas pelas autoridades competentes.

Entre os principais motivos do boicote está a falta de pagamento das categorias correspondentes aos novos Inspectores Superiores, Inspectores Coordenadores, Subinspectores, chefes de posto e chefes de núcleo recentemente promovidos através de concurso interno.

As promoções, segundo as mesmas fontes, foram devidamente validadas com o visto do Tribunal de Contas e contavam com dotação orçamental previamente assegurada pelo Ministério das Finanças. No entanto, até ao momento, os funcionários abrangidos continuam sem receber os valores correspondentes às novas categorias profissionais.

Outro ponto de contestação prende-se com o não enquadramento dos novos Agentes de Investigação Criminal recentemente empossados. A situação, segundo os elementos da instituição, tem criado um ambiente de desmotivação e incerteza no seio da Polícia Judiciária.

A falta de meios de trabalho é também apontada como uma das principais razões do boicote. Os funcionários denunciam dificuldades operacionais que, segundo eles, comprometem a capacidade da instituição em responder de forma eficaz às necessidades da população e ao combate à criminalidade.

Fontes internas alertam ainda que a estagnação na carreira dos investigadores criminais está a provocar o abandono progressivo de muitos funcionários da Polícia Judiciária, uma instituição considerada fundamental para a segurança pública e para o funcionamento da justiça na Guiné-Bissau.

A Rádio TV Bantaba sabe que o boicote está a afectar directamente o serviço ao público, numa altura em que a população continua a depender da Polícia Judiciária para a investigação de crimes e para a protecção dos seus direitos.

Até ao momento, não há indicação clara sobre quando os funcionários poderão retomar plenamente as suas actividades. Os elementos da Judiciária exigem respostas concretas das autoridades, nomeadamente do Ministério da Justiça, do Ministério das Finanças e demais entidades competentes.

A Rádio TV Bantaba continuará a acompanhar este caso.

Redação

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