O presidente da Federação de Futebol, Carlos Alberto Mendes Teixeira, ficou sujeito a medidas de coação no âmbito do processo relacionado com o afretamento de um voo para a seleção nacional.
O dirigente foi ouvido esta quarta-feira pelo Ministério Público, através do Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos, tendo-lhe sido aplicada a proibição de saída do país e a obrigação de entregar o passaporte no prazo de 24 horas.
Segundo informações recolhidas pela imprensa, Carlos Teixeira deverá ainda depositar uma quantia avultada como garantia de permanência em território nacional enquanto decorrem as investigações.
À saída da audição, o advogado Rivaldo Cá garantiu que o líder federativo limitou-se a prestar esclarecimentos às autoridades e reiterou que ainda não existe acusação formal no processo.
“Cabe agora ao Ministério Público decidir se avança ou não com uma acusação”, afirmou o defensor.
Rivaldo Cá assegurou igualmente que o presidente da federação se encontra “forte e estável”, aguardando os próximos desenvolvimentos judiciais.
O caso, inicialmente arquivado, voltou a ser reaberto após o aparecimento de novos elementos considerados relevantes pelas autoridades, que investigam suspeitas de corrupção ligadas à gestão do futebol guineense.
Além de Carlos Teixeira, outras figuras associadas ao processo já foram ouvidas.
RTB
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